O Biobanco Azul Português (BAP) está integrado no Pacto da Bioeconomia Azul, como um Work Package (WP9) transversal do Consórcio, financiado pelo PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), pela República Portuguesa e pela União Europeia.
O Biobanco Azul Português centraliza numa plataforma única e aberta a informação de espécimes e de estirpes de coleções marinhas nacionais, para uso científico e industrial.
Colocar Portugal na linha da frente no que diz respeito ao conhecimento e preservação dos seus biorecursos marinhos, contribuindo para a sua valorização económica.
Criar uma rede digital de biobancos marinhos nacionais, de modo a facilitar o acesso sustentável e regulado à biodiversidade marinha, para utilizadores científicos e industriais, promovendo a sua conservação e a conformidade com as regulamentações de Acesso e Compartilhamento de Benefícios (ABS) derivadas do Protocolo de Nagoya.
Centralizar e melhorar a qualidade e rastreabilidade da colheita de amostras de organismos marinhos e de isolados em coleções de cultivos, servindo como fornecedor de amostras marinhas para estudos científicos e industriais, em especial alimentando os verticais do “Pacto da Bioeconomia Azul”.
Criar uma solução de alto valor acrescentado para amostras marinhas derivadas de programas de monitorização, projetos científicos, pesca, e outras formas de obtenção de amostras marinhas (ex: arrojamentos de animais marinhos).
Preparar um texto legal que regule a atividade de bioprospecção marinha e o uso de recursos recolhidos e desenvolvidos a partir de recolhas, bem como o uso de amostras já recolhidas e armazenadas e o seu desenvolvimento, que seja fonte da lei mais inovadora e promotora do investimento em biotecnologia azul a nível mundial.
Servir de repositório nacional de biodiversidade marinha, criando e organizando coleções de cultivos vivos, de modo a poder contribuir para programas de conservação e de recuperação de ecossistemas marinhos.